quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MAIS BOLACHINHAS E MAIS HISTÓRIAS!

Mais uma do Bazar Princesa (que já tinha sido Bazar A Moda). A novidade do momento era um pingente em forma de letra do alfabeto. As pessoas compravam a letra da inicial do seu nome ou do nome da pessoa que iria ser presenteada. Exatamente como fazemos hoje. Na época o pingente era feito de metal pintado de vermelho ou azul (podia escolher)  com contornos dourados.
Certo dia chegou uma senhora daquelas que moravam na "colônia". Essas pessoas, como viviam mais isoladas, falavam entre elas apenas a língua que a família descendia, ou alemã ou italiana e em alguns casos, polonesa. As pessoas tinham até dificuldades para se comunicar em português. Quando falavam o português saia com muito sotaque. Os erres e os jotas sofriam pequenas, mas significativas, alterações de pronúncia. 
Bem, essa senhora chegou no bazar e pediu um zota. Devido a dificuldade em saber qual era a letra, a tia Neusa pediu o nome da pessoa que iria usar o pingente. A mulher mais que depressa falou: - É Zelia. Me dá um zota pra fazê Zelia.
Não sei como foi que a mulher foi convencida a comprar um Z. Ou será que levou um zota (jota) mesmo?

Hoje a fábrica de bolachinhas recebeu um reforço. A amiga da tia Neusa, a Inge, veio nos ajudar. Nem precisa dizer que algumas fornadas sairam mais escurinhas. Foram esquecidas no forno as coidadas. Era muito papo! Mas foi muito bom! Curtam as fotos.


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